Treinador discursa que considera covardia pedir reforços no momento crítico que o clube vive. Próximo jogo será contra a Chapecoense, na Arena Condá, nesta segunda
Micale não quer deixar o elenco sentir a pressão que vem dos pedidos de contratações de torcedores
O técnico Rogério Micale quer evitar que a pressão por resultados se torne um problema a mais para o jogador. Ele tenta blindar seu elenco protegendo de especulações sobre a necessidade de contratações e reforça que o momento do clube é delicado dentro do Brasileiro, mas é possível resolver a situação com o grupo que tem em mãos.
Para evitar a transferência de responsabilidade, como definiu, o técnico lembrou que sabia da realidade do clube quando aceitou a proposta. Ele afirmou que seria uma "covardia" fazer avaliações de que é preciso de reforços neste momento.
- Seria muito fácil, como treinador, chegar aqui e transferir responsabilidade. Dizer que preciso de jogador, de contratações e que temos elenco reduzido. Seria muito fácil, mas não é o caso. Quando fui contratado, sabia exatamente para onde estava indo, quis estar aqui e que era um desafio para minha carreira.
O treinador ainda recorreu ao passado do Paraná para pedir apoio do torcedor neste início de Brasileirão. Ele lembrou que o clube volta à Série A após dez anos e passou por diversas dificuldades financeiras em um passado recente.
- O Paraná Clube precisa ser entendido o momento. Foram 10 anos de Série B, com momento em que o clube quase acabou. A gestão trabalha para melhorar a estrutura e não tem orçamento nem próximo do último da Série A. Então temos que usar de muita criatividade, trabalho e entrega,
Para minimizar a condição do time atualmente, Micale lembra que os resultados não vieram, mas existem sinais de que a situação pode melhorar em curto prazo. Entre os destaque está o número de 25 finalizações do time contra o Sport, a segunda maior da terceira rodada
- Somos uma das equipes que mais finalizou na competição, que é sinal que estamos criando. Assim que a bola entrar, o resultado vai vir. Que o torcedor entenda esse momento, que nos ajude e não faça aqui um turbilhão, porque vai ser pior. O dinheiro não vai brotar. Temos um orçamento enxuto e não vamos fazer loucura. Junto com o torcedor, vamos criar condições para achar uma saída dessa situação que não é desesperadora. Aqui vamos trabalhar muito para acabar (o campeonato) bem.
O clima interno no Paraná também é de cobrança, destacou o treinador. Segundo ele, as conversas entre os jogadores e de comissão técnica são de encontrar um caminho para afastar os problemas.
- A cobrança interna acontece diariamente. Temos que transmitir tranquilidade e essa confiança pautada em dados e dizer para eles que precisamos melhorar, caprichar um pouco mais. Eles sabem disso, a cobrança veio da gente e eles mesmo se propuseram a isso. Eles querem dar a resposta.
O Paraná enfrenta a Chapecoense nesta segunda-feira, às 20 horas, na Arena Condá. O jogo é válide pela quarta rodada do Brasileirão.ge

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