Furacão passa momentos complicados na Argentina, fica boa parte do jogo no campo de defesa, mas consegue o alívio no fim com gol de Nikão, sacramentando a classificação
Furacão teve muita dificuldade para passar pelo Newell's na Argentina
O Atlético-PR passou por um grande sufoco, perdeu por 2 a 1 para o Newell's Old Boys, na Argentina, mas conseguiu garantir a vaga para a segunda fase da Copa Sul-Americana. O Furacão teve que encarar a pressão das arquibancadas do estádio Marcelo Bielsa, em Rosário, e também do time argentino em campo, que buscou o ataque desde o início do jogo. A classificação veio graças as defesas do goleiro Santos e ao gol de Nikão, na reta final, além do 3 a 0 construído no jogo de ida.
Como o técnico Fernando Diniz tinha alertado antes da partida, o duelo com o Newell's fez com que o Atlético-PR deixasse de lado o seu estilo para conseguir a vaga. Os números do jogo refletiram isso. Foram 17 finalizações do time argentino contra cinco do Furacão. Vantagem que seguiu na posse de bola (52% a 48%) e nos passes certos (297 a 258). O Rubro-Negro, por outro lado, errou mais passes (40 a 39).
- É saber ler o que precisa para o resultado ser favorável. A gente tem um jeito de jogar, mas não é um jeito único. Também tem que saber se defender bem quando necessário. A equipe soube se defender bem. Teve alguns erros, mas é difícil jogar aqui contra o Newell’s. O campo é muito diferente, estava muito lameado. Eles tinham que se lançar muito ao ataque, e também por isso acabamos fazendo o nosso gol e por pouco não saiu daqui com o empate - disse o técnico Fernando Diniz, em entrevista coletiva.
O Atlético-PR passou quase todo o primeiro tempo no campo de defesa, em muitos momentos com todos atrás do meio-campo, segurando como dava a pressão. Aos 36 minutos, Luís Leal, o principal jogador do time argentino, abriu o placar, após contra-ataque rápido.
Na segunda etapa, o cenário mudou timidamente. O Atlético-PR conseguiu ir um pouco mais ao ataque, mas foi o goleiro Santos que apareceu para salvar logo após o intervalo. Aos 11, o árbitro chegou a marcar um pênalti para o Furacão por toque de mão na bola de um zagueiro o Newell's. Porém, dois minutos depois, voltou atrás e indicou impedimento de Lucho na jogada.
Diniz apostou em Raphael Veiga no lugar de Guilherme, apagado. Logo depois, o Newell's ampliou, novamente com Leal, aproveitando cruzamento. O time argentino cresceu ainda mais e quase fez o terceiro em seguida, novamente com Leal.
Com Veiga e Bruno Guimarães (entrando na vaga de Lucho), o Rubro-Negro equilibrou um pouco o jogo. Aos 40 minutos, logo depois de Diniz apostar em Wanderson no lugar de Rossetto, veio o gol do Atlético-PR. Renan Lodi desceu pela esquerda e cruzou para o gol de Nikão, sacramentando a classificação. No fim, Raphael Veiga quase empatou após jogada de Nikão.
- O jogo pedia isso. A primeira estratégia não era essa. Com o decorrer do jogo, a gente teve que saber se defender. O time sabe jogar dessa forma também. Sofreu, mas as chances claras de gol não foram muitas, foram poucas. Foi também uma maneira de atrair para ter alguns contra-ataques, como acabou tendo, e em alguns deles quase fizemos o gol de empate - explicou Diniz.
O Atlético-PR volta a jogar no domingo, quando recebe o Atlético-MG, às 16h (de Brasília), na Arena da Baixada, pela quinta rodada do Brasileirão.

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