Com a derrota de Lula no STJ, o PT se volta para a presidente do STF: em suas mãos pode estar a última chance de o ex-presidente se livrar da cadeia
Irredutível - Para a presidente do STF, o tribunal já
decidiu: prisão imediata após a condenação em segunda instância
Primeiro foi a caravana de
parlamentares petistas. Mesmo sem audiência marcada, Gleisi Hoffmann, Benedita
da Silva e Maria do Rosário, escoltadas pelo ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Ricardo Lewandowski, visitaram “de surpresa” a presidente da
Corte, Cármen Lúcia, na quinta-feira 1º. O objetivo era convencer a magistrada
a pôr na pauta de votação do Supremo o pedido de habeas-corpus preventivo
impetrado pela defesa do ex-presidente Lula, que, se concedido, blindaria o
petista da prisão após o julgamento do seu último recurso na segunda instância.
Em seguida, vieram as manifestações dos próprios colegas da ministra. De formas
diferentes — um por despacho e outro por declaração —, Dias Toffoli e Celso de
Mello sugeriram que a presidente do STF, a quem cabe determinar a pauta da
Corte, incluísse nela o habeas-corpus de Lula. Na terça-feira, depois que o
Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou por unanimidade um HC semelhante,
também pedido pela defesa do petista, a pressão contra Cármen chegou ao ponto
máximo. Em nota divulgada poucas horas depois da conclusão da sessão no STJ,
Gleisi Hoffmann, presidente do PT, afirmou que o STF “tem a obrigação de se
pronunciar urgentemente” sobre a decretação da prisão após condenação em
segunda instância. Veja

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