Banco só pode liberar crédito para governadores e prefeitos até 1º de julho por causa das eleições
BNDES só pode fazer desembolsos até 1º de julho por causa
das eleições
Com menos de três meses para
fazer o dinheiro chegar às áreas de segurança de Estados e municípios,
o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) traçou uma estratégia
para tentar acelerar essas operações e afastar as barreiras que podem deixar
alguns governadores e prefeitos de fora. O crédito não precisará ter a garantia
do Tesouro Nacional, que é uma espécie de seguro contra calote. Ou seja, é um
empréstimo mais arriscado para o banco.
Também está em análise a
possibilidade de repassar os recursos por meio de outros bancos. A chamada
“operação indireta” seria a saída para Estados que já estão no limite permitido
de financiamentos com o BNDES, segundo o diretor das áreas de Crédito e
Planejamento do banco, Carlos da Costa.
A celeridade é necessária porque
o banco só pode fazer desembolsos aos governos regionais até 1.º de julho por
causa das eleições. “Com garantia do Tesouro (a operação) é mais complexa, até
em termos de tempo. Não é a alternativa número um” disse Costa. A intenção do
banco é liberar neste ano pelo menos 4 bilhões dos 33 bilhões de reais que
compõem a linha — o desembolso total é previsto para ser feito em cinco anos.
Quando um empréstimo tem garantia
do Tesouro, a União cumpre o papel de fiador da operação, honrando as parcelas
em caso de calote. Sem ela, o risco fica inteiramente com a instituição
financeira. As garantias são negociadas diretamente entre o governo regional e
o banco.

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