O Governo do
Estado anunciou nesta quinta-feira (08/02) que investirá R$ 4 milhões na
reforma dos terminais urbanos de Fazenda Rio Grande, Campina Grande do Sul
(Jardim Paulista) e Almirante Tamandaré (Cachoeira e Centro) e, também, na
aquisição de 343 abrigos de ônibus para 18 municípios que devem ser entregues
em até oito meses. Os abrigos dos pontos de ônibus são padronizados, conforme
projeto estabelecido pela Comec e cada município será responsável pela
instalação.
A estimativa
é que os novos abrigos atendam cerca de 780 mil usuários dos municípios de
Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiuva do Sul, Campina Grande do
Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Contenda, Fazenda Rio Grande,
Itaperuçu, Mandirituba, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio
Branco do Sul e São José dos Pinhais.
Nos
terminais de Almirante Tamandaré os tubos das linhas Curitiba/Cachoeira serão
substituídos por duas plataformas de embarque e desembarque com rampa para
parada simultânea de dois ligeirinhos. Diariamente o terminal recebe 6,3 mil usuários.
No terminal do Centro, a linha Tamandaré/Cabral também terá o tubo substituído
por plataforma elevada. O valor das obras é de R$ 1,06 milhão e os serviços
serão executados em 120 dias.
Em Fazenda
Rio Grande, as obras que somam cerca de R$ 990 mil implantarão mais seis
plataformas no terminal. Com isso, os municípios de Mandirituba e Quitandinha
passam a ser atendidos no mesmo espaço. As obras no terminal em Campina Grande
já começaram e assim que concluídas dobrarão a capacidade diária de usuários,
que hoje é de 9,2 mil passageiros.
O governador Beto Richa ressaltou ainda que além das obras autorizadas para os
terminais há intervenções urbanas em vários pontos da Região Metropolitana. Ele
citou a duplicação da rodovia João Leopoldo Jacomel, em Piraquara, a
revitalização da Estrada do Cerne e a retomada dos trabalhos na Rodovia da Uva.
“Há obras em todos os cantos. O Paraná é o segundo estado do país em volume de
investimentos”, afirmou.
As novidades, porém, não pararam por aí. É que Beto Richa também autorizou hoje
a criação do Conselho de Transporte Coletivo da Região Metropolitana de
Curitiba (RMC). O conselho reunirá representantes do Estado e de cada um dos
municípios que participam da Rede Metropolitana de Transporte para discutir
programas e ações voltados ao desenvolvimento do transporte coletivo.
Richa
destacou que o conselho organizará o sistema de transporte de maneira mais
participativa, num ambiente de debate e diálogo. “Estamos cumprindo nossa
obrigação com muito diálogo, abrindo espaço para todos aqueles que querem
contribuir com o Estado do Paraná”, disse. “O Conselho do Transporte Coletivo
será mais um mecanismo para tornar melhor a vida dos paranaenses”, afirmou.
CONSELHO - O
Conselho de Transporte Coletivo da RMC será vinculado à Secretaria de Estado de
Desenvolvimento Urbano e composto pelas secretarias da Infraestrutura e
Logística e da Fazenda, além da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba
(Comec) e por membros das prefeituras atendidas. “As reuniões serão mensais
para a discussão de propostas para melhorias dos serviços desenvolvidos pelos
órgãos relacionados ao sistema de transporte coletivo urbano e metropolitano”,
explicou o secretário de Desenvolvimento Urbano, João Carlos Ortega.
O presidente
da Comec, Omar Akel, destacou que com o conselho atuante a rede do transporte
terá mais racionalização, segurança e padrão uniforme. “Temos hoje como exemplo
os centros de controle operacional de transporte da Comec, da Urbs, de São José
dos Pinhais e da Secretaria da Segurança Pública, mas precisamos ter tudo isso
interligado para que as respostas sejam mais rápidas na questão de segurança e
o planejamento das ações aconteça de maneira integrada”, disse.
Akel
explicou que serão 19 prefeituras envolvidas e mais o Governo do Estado. Ele
acrescentou que, como os sistemas não estão totalmente conectados, há
necessidade de discutir em conjunto as soluções. “Vamos assessorar o Governo do
Estado de maneira mais transparente, conhecendo a realidade de cada município
trazida pelo seu representante, além da maior participação da população”,
afirmou.
COMUNIDADE -
Entre as atribuições do conselho está a promoção da participação da comunidade
metropolitana na formulação de propostas para o marco regulatório do transporte
coletivo da região para análise e implementação pelo Poder Executivo; o
acompanhamento da implantação das políticas e ações do poder público nas áreas
de transporte coletivo e mobilidade sugerindo seus ajustes.
As funções
incluem ainda propor ao Executivo as normas e padrões de serviços relativos ao
Sistema de Transporte de Passageiros da RMC, além de promover a integração das
atividades e serviços desenvolvidos pelos órgãos e entidades direta ou
indiretamente relacionados com o sistema de transporte coletivo urbano e
metropolitano.
O prefeito
de Fazenda Rio Grande e presidente da Associação dos Municípios da Região
Metropolitana (Assomec), Márcio Wosniak, e o prefeito de Piraquara, Marcos
Tesseroli, ressaltaram a importância da gestão compartilhada.
“O conselho
vai trazer as pessoas certas para discutir os problemas do transporte coletivo.
Vai ser muito mais organizado, principalmente para conhecermos a realidade,
quanto custa, como funciona, e assim dividirmos as responsabilidades”, disse
Wosniak. “Até agora, nem coadjuvantes éramos porque os contratos eram feitos em
Curitiba, simplesmente tínhamos que cumprir. Vamos poder opinar e melhorar o
transporte como um todo”, afirmou Tesseroli. (BP)

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