Ex-presidente do Bahia tinha tudo encaminhado com o Furacão, mas nova ideia do clube impediu o acerto
Marcelo Sant'Ana estava empolgado com o projeto do Atlético,
mas entendeu situação do clube
Com a demora de Seedorf para assinar o contrato, o Atlético decidiu
às pressas mudar todo seu planejamento para 2018 e partiu para o plano B. Optou
por adiar
o novo modelo de gestão de futebol e foi buscar outro perfil de
contratação, apostando no técnico Fernando Diniz.
Já que o holandês não vem, Mario
Celso Petraglia continuará com as funções de presidente do Conselho
Deliberativo, diretor de futebol e muito provavelmente será o CEO do Rubro-Negro,
pois Marcelo Sant’Ana também não vem mais para Curitiba. O ex-presidente do
Bahia confirmou que recebeu ligação do próprio Petraglia dizendo que o clube
resolveu mudar o projeto.
“Falei com clube em dezembro,
eles tinham o projeto de fazer algumas mudanças na própria maneira de gestão de
futebol. Mas o próprio clube optou por adiar esse projeto”, disse Sant’Ana, em
entrevista à Tribuna do Paraná.
No final do ano passado, o
jornalista encerrou seu mandato como presidente do tricolor baiano, cargo que
lhe dava forte conotação política, mas ele quer se aprofundar na gestão
esportiva e seguir o caminho da administração técnica e construir uma carreira
como profissional e não político. Um dos motivos que o fez aceitar o projeto
atleticano.
“Mudar uma cultura é complicado.
O futebol brasileiro tem seus traços e valores. Existem pressões e cobranças.
Como ex-presidente, cabe a mim respeitar as decisões tomadas pelo Atlético”,
completou o dirigente, que conhece as dificuldades das tomadas de decisões que
envolvem a diretoria de um clube de futebol.
“Acredito que os gestores estão
em busca de fazer o melhor pelo clube. Quem está no dia a dia é quem tem acesso
às informações de maneira mais completa e sabe quais os motivos das escolhas”,
encerrou Sant’Ana.
Tribuna

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