Curitiba terá ainda neste mês um
aumento de 70% no efetivo de agentes com poder de fiscalizar o trânsito,
orientar os motoristas e, eventualmente, aplicar multas.
Hoje a cidade conta com cerca de
300 servidores da Setran (Secretaria Municipal de Trânsito) para a tarefa, mas,
a partir da segunda metade de janeiro, mais 205 agentes da GM (Guarda
Municipal) vão atuar na função.
Já prevista em lei federal, a
função extra foi autorizada no final do ano passado. Guardas municipais não vão
fiscalizar o uso do EstaR (Estacionamento Regulamentado), por exemplo, e não
serão deslocados apenas para fiscalizar o trânsito.
A GM vai atuar nos lugares onde
já tem mais presença, como praças, escolas e parques. “A mudança nos dá mais
segurança. Quando eu trabalhava no [Parque] Tanguá, tinha um pessoal que
estacionava no local onde chega a jardineira [ônibus da Linha Turismo]. A
guarda orientava e pedia para tirar o veículo. Mas a população, sabendo que a
guarda não emitia multa, desobedecia, e aquilo virava um desacato”, conta Luiz
Vecchi, presidente do presidente do Sigmuc (Sindicato dos Servidores da Guarda
Municipal de Curitiba).
Os 205 guardas que começarão a
atuar em janeiro fizeram um curso preparatório com a Setran e com o Detran
(Departamento de Trânsito), além de auxiliarem na orientação do binário das
ruas Mateus Leme / Nilo Peçanha, em novembro do ano passado. A longo prazo,
mais guardas também serão treinados.
Segundo Vecchi, agentes da Guarda
já eram informalmente forçados a fazer orientações no trânsito, mas a falta de
autoridade para fazer autuações criava problemas. “Às vezes a Guarda solicitava
um agente da Setran em um determinado local, de maneira rápida. Aí em um dia
como o domingo, em que o quadro de pessoal é reduzido, o agente só chegava
depois de até 4 horas”, afirma Vecchi.
Metro

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